APROVEI! – Cowtainer: costelas cheias de sabores e texturas

Texto e fotos: Gilberto Evangelista

02/02/18

Depois que a gente vira adulto, algumas coisas na vida se tornam muito engraçadas, tipo assim, quando a gente é criança fica esperando na maior ansiedade o Natal chegar, o primeiro dia de aula começar e por aí vai. No meu caso, eu fiquei parecendo pinto no lixo quando fui, finalmente, conhecer o Cowtainer – uma das primeiras casas temáticas (se não me falha a memória) de Brasília. Mas também se tiver falando besteira, azar, mas eu mesmo não me lembro de nenhum outro bar ou restaurante que tenha aparecido até hoje na cidade e que tenha escolhido um ingrediente “X” para fazer dele o artista principal de seu cardápio e todo o resto girar em torno.

Isso mesmo pessoal, no Cowtainer (nome que amei de passagem) é assim, a costela é o ingrediente principal do cardápio. Preparada das formas mais diferentes possíveis, ela vem assada, desfiada, em forma de pastel, croquete, recheando sanduíche e até, pasmem, finalizando com aquele toque salgadinho em uma sobremesa. Resumindo, pra sair de casa e ir até o Pier 21 é porque tem que estar a fim de comer costela do começo ao fim da refeição, seja na hora do almoço (que tem costela assada e rodízio de guarnições), do jantar (a la carte) ou na happy hour (com petiscos da melhor qualidade como esses das fotos que fiz… Jesus!). Garanto a qualquer um que esteja lendo essa coluna de hoje, aqueles que forem até o bar / restaurante não vão se arrepender nem por um segundo, pois eu fui e a APROVEI! 100%.

Não sei se já deixei isso claro por aqui em outros textos, mas eu não sou nenhum crítico gastronômico, conhecedor em grau avançado das técnicas de cozinha, a diferença entre temperos de uma mesma família ou as características que as safras trazem para um vinho a cada ano. Na verdade, escrevo sobre gastronomia (também) porque sou jornalista, adoro descobrir novidades e passá-las adiante. Na vida nasci glutão e me eduquei para hoje tentar ser um gourmand. Na real, eu amo comer e não fico com nenhuma boa descoberta pra mim, mesmo que a única coisa que eu tenha pra dizer sobre ela seja: “Você tem que ir lá!”. Mesmo porque, comida boa pra mim não está sempre nos lugares mais caros ou feitas com os ingredientes mais raros. Comida boa pra mim é aquela que primeiro me enche os olhos, depois me satisfaz a fome e por fim, me faz ter vontade de querer repetir.

E essa digressão foi para dizer que com o Cowtainer foram essas as sensações que tive, os olhos cheios, a fome saciada e a vontade de voltar o quanto antes. Como já disse anteriormente, o nome é divertido e inteligente, um restaurante feito com containers e que já revela de cara o seu negócio, aqui a gente vai comer carne de vaca. Diga-se de passagem, a logo é tão bonitinha, uma vaquinha super charmosa que entra na decoração, mas também nos growlers (garrafões) disponíveis no lugar para levar pra casa os chopes que vendem por lá (legal isso né?).

Taí, outro fator pelo qual eu estava morrendo de vontade de ir conhecer o lugar; eles servem chopes e cervejas gourmet feitas por pequenos e médios produtores para acompanhar seus pratos. No quesito chope, a casa privilegia as marcas brasilienses, mas a gente encontra de outras procedências também. Eu não sou nem louco de tentar dizer e explicar as diferenças de cada tipo que tomei no Cowtainer, mesmo porque rola um rodízio das marcas que vende por lá. Um dia você chega e tem Corina, Cerrado, Máfia, no outro já vão estar jorrando das biqueiras o produto da Criolina, da Activista e por aí vai. A ideia é promover a cultura, o hábito e o próprio mercado cervejeiro. A coisa é tão séria, que o bar tem até um mestre de cerveja, o Washington Alves. O cara é tipo um sommelier, e tá lá na maior simpatia do mundo pra te ajudar nas escolhas, sempre te ensinando o bê-a-bá ou trocando ideias com os mais sabidões no assunto.

Ah! Antes que eu me esqueça, o único chope que é fixo é o Beira Puro Malte, feito de malte claro… uma delícia, encorpado e refrescante ao mesmo tempo, dá vontade de beber um copo atrás do outro!!! Ele está sempre disponível porque um dos sócios do Cowtainer é o empresário Marcelo Dantas do Beirute, que se juntou com Márcio Schettino do Empório Santo Antônio no empreendimento. Daí foi só convidar o Tonico Lichtsztejn do 400quatrocentos para dar a consultoria na montagem do cardápio da casa e VOILÀ, a mágica se realizou. Com uma dupla dessas, mais um consultor famoso pelas costeladas mais iradas da cidade, não tem como duvidar de que o futuro do negócio é o sucesso, pelo menos, assim eu desejo.

Quer saber, acho muito difícil isso não acontecer, afinal, ele tem tudo mesmo pra dar certo: ambiente agradável e festivo, gente do ramo no seu comando, bebida boa e sempre gelada, além de comida nota 10! E antes que eu termine, pois eu falei de tudo até agora, menos das coisas que comi no happy hour no qual estive no restaurante, vamos ao resumo da ópera das delícias degustadas:

Trilogia da costela: mix de 3 cortes da mesma peça de carne mas com sabores e texturas diferentes, sempre servida com três chopes artesanais escolhidos diariamente pelo sommelier da casa… vocês não tem noção do que é isso não, uma mágica na boca, e dá para encarar sozinho ou dividir com amigos, mas já aviso logo que vai dar briga pelas tirinhas mais crocantes;

Croquetes de costela: cremosos feitos de massa de mandioca e recheados com costela desfiada… taí a única coisa que eu achei que a carne merecia uma pitada a mais de tempero, pois a mandioca rouba um pouco o brilho do bolinho, mas dá para comer uns 10 ou 15 mesmo assim (risos);

Pasteizinhos de costela: o nome já diz tudo, mas não conta que é viciante de tão quentinho e crocante e com a pimenta da casa então se prepare e me conta depois o que achou;

Caldo de costela com mandioca: não é vaca atolada não, é mais fino, sem aqueles pedaços maiores da raiz, mas taí o motivo porque é bom pra c… Ideal para tomar no fim da visita, antes de pedir o Uber para ir pra casa (nem brinque em ir dirigindo se for beber);

Sanduíche de costela: olha a foto, preciso dizer algo mais?;

E por fim, sim, porque mesmo em happy hours eu como sobremesa, o petit gateau de banana com crocante de costela e sorvete de chocolate é inovador, intrigante, divertido e dá vontade também de levar pra casa pra comer logo cedo no café da manhã de tão bom!!!

E aí, tá esperando o quê? Levanta e vai correndo conhecer o Cowtainer e se me vir por lá, dá um tchauzinho, pois vou virar frequentador assíduo 😉

Quer conhecer?

Cowtainer

Pier 21 – St. de Clubes Esportivos Sul Trecho 2 – Asa Sul

Horário de funcionamento: De segunda a quarta, das 12h à 0h. De quinta a domingo, das 12h à 01h. Sexta e sábado, das 12h às 02h

Telefone: 61 3226 7994

Facebook: www.facebook.com/cowtainer

Instagram: @cowtainerbsb