Armária te abre para o novo, para o agênero, sustentável e luxuoso

Loja criada por três amantes da moda trará experiências inusitadas ao público de Brasília, vale a visita e a paixão que se cria logo após o primeiro contato

Por Fernando Lackman

Fotos: Nelson Dantas/Divulgação

26/10/17

Os questionamentos acerca de como a roupa é importante na vida de um indivíduo traz às vistas uma questão ainda sem resposta. Sabemos de onde viemos, mas não temos a menor noção de pra onde iremos. Há muitas reflexões sobre o que teremos nas araras nos anos mais próximos, mas não é possível ter plenitude de certeza do que virá em substituição ao que temos hoje, por exemplo.

O que é visto por todos os lados é uma agressiva fixação por vender roupas. A rapidez pela qual a necessidade faz a criação se tornar banal, traz às vistas a valorização de quem faz algo diferente e aí é que nos deparamos com o que parecia estar morto na moda: o conceitual.

Estão espalhados pelo país nomes que estudam com afinco para criar novidades que atendam a um público seleto e com informação de moda de qualidade. A roupa agênero se encaixa na vida contemporânea como uma luva. Reforça muitas lutas e amplia a possibilidade de conquista de igualdade plena.

Já a questão dos processos de desenvolvimentos das peças de algumas coleções chama atenção para algo que instiga o consumo naturalmente, a exclusividade. Há peças que para existir figuram sobras de tecidos de grandes fábricas desdobrando o que seria descartado em peças únicas. Isso é o novo luxo. É slow fashion, é sustentável, é upcycling, é tudo o que a moda vem pregando, mas sem a obrigatoriedade de ser como dizem que é. Esse é um dos grandes baratos ao descobrir esse novo formato de se fazer e consumir moda.

Importa dizer que valorizar talentos específicos e especiais é maravilhoso. Nada como se deparar com conceito desmembrado em minimalismo, experimentação e em fuga do óbvio. Há quem crie com talento e para apresentar isso ao público brasiliense, os três amantes da moda conceitual, Anderson Falcão, Dayanne Holanda e Gioconda Bretas, após meses de pesquisas e avaliações escolheram as marcas Ocksa, Molett, J541a, LED, FCKT e Coletivo de Dois para colocar nas araras criativas da Armária.

A loja, localizada na CLN 107, bloco C, loja 15 tem visual com referências fortes e sem vergonha de se mostrar. É de se abraçar, de sentir, de inspirar das cores ao décor a loja aproxima o olhar e desperta sentimentos de pertencimento ao espaço.

Nas araras, looks amplos, com texturas, nervuras, modelagens experimentais e ajustadas ao pensamento leve de quem gosta de se movimentar e sentir a liberdade latente ao toque. Muita gente apenas veste a roupa e não a sentem… Essas perdem, e como perdem, viu!

Corre pro Instagram da marca e dá aquela stalkeada básica: @armarialoja.

 




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