Debora Morais apresenta coleção Reine em noite emocionante

Estilista está entre o entendimento e a adaptação ao novo mundo das noivas modernas

24/07/17

A estilista Debora Morais desceu a passarela para o chão e transformou o seu desfile em um experimento que aproximou o sonho da realidade. As modelos puderam sentir o público mais próximo. E o público pode, como em poucas vezes, perceber e vislumbrar detalhes do que foi mostrado. Isso é bastante incomum quando o assunto é desfile de moda noivas, cujo trabalho é completamente voltado para a criação. Talvez por conta do lançamento de sua primeira coleção dedicada às debutantes, Débora Morais apostou em uma quase “pista de dança” para apresentar seu mais recente trabalho.

Debora é boa em emocionar. Para mostrar sua gratidão a Cloves Nunes, que ela considera um mestre e padrinho, e que infelizmente não está mais entre nós, a estilista lançou mão de um belo recurso. Colocou pessoas próximas para falar sobre Cloves em um clipe que deixou todos com água nos olhos.

A coleção de noivas Reine foi o ápice do desfile, que contou também com desfile de damas de honra e debutantes. Os 16 vestidos de noivas mostrados podem traduzir com exatidão o perfil do trabalho desenvolvido por Debora, que dividiu orgulhosamente a criação com sua filha Amanda. Vestidos montados a partir do gosto das noivas que a procuram fazem das criações de Débora peças atemporais e personalizadas. Atendem os mais variados anseios e perfis de noivas. Debora evoluiu. Trouxe à tona possibilidades diversas, não vistas anteriormente em suas apresentações. Debora se posicionou como uma boa e adaptável estilista. Saiu do cansativo clássico-tradicional-antigo e escreveu seu nome na lista dos estilistas que atendem a demanda do setor, que vez ou outra aprende com influências de outros mercados, que não apenas é o de roupas para ocasiões.

Tecidos nobres como seda, zibeline, rendas importadas, gripir, bucol, tule ilusion apareceram adornados por cristais Swarovski, bordados com pérolas e paetês suíços trazendo um visual 3D e modelagens bastante ousadas. As peças de Débora Morais são boas obras de moda. Com a beleza teve assinatura de Lázaro Resende e as joia foram de Gabriela Tannus.

Os desfiles de noivas estão atualizando dados e já é possível vê-los sem toda a pompa de antigamente. Debora, por exemplo, optou por não desfilar buquês nas mãos das modelos (apenas a primeira entrou com as tradicionais flores), o que traduz evolução. Entretanto, como em todo processo de mudança, há situações que demoram “pegar”, a falta de buquês deixou as modelos com andar pesado, sem a responsabilidade de representar noivas reais. Outro fator que pesou no visual do desfile foi que algumas “modelos” não eram exatamente “modelos”. A insegurança e nervosismo batem forte nessas horas e apenas boas profissionais são capazes de convencer e dar “ar” de realidade, mesmo com tatuagens quase apagadas e saias sacudidas como roupa que vai pra varal secar ao sol.

Mas a coleção de Debora Morais passou pela passarela e pelo crivo dos olhares atentos arrancando suspiros e instigando o desejo de muitas noivas que lá estavam.




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