[DFB] Day01 – A liberdade e a força para fazer moda com garra e legitimidade genuínas 

Dragão Fashion Brasil apresenta trabalhos feitos à imagem e semelhança do pensamento de seus criadores

Fotos: Roberta Braga/Silvia Boriello/Ricardo K./DFB

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Nada como ter a moda passando pelos seus olhos de maneira faceira e artesanal. A insistência sempre faz vencer o descrédito por fazer uso dela, o Dragão Fashion Brasil não pode ser acusado. O DFB, que representa a moda nordestina com maestria para o restante do país é a maior vitrine para talentos e trabalhos consolidados em artesanato e handmade. Há anos, a semana de moda realizada em Fortaleza, Ceará, conta a história das artesanias com excelência. Nesta edição que segue até o próximo dia 7 de maio o tema proposto para reflexão é a latinidade. Mistura de estilos, culturas e apropriações estão no eixo que move o pensamento proposto pelo evento.

No #Day01 o Concurso dos Novos mostrou os trabalhos dos alunos do Centro Universitário Senac de Santo Amaro (SP), do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB), da Universidade de Fortaleza (CE) e do Instituto de Desenvolvimento Educação e Cultura do Ceará (IDECC). Trabalhos distintos com cores vibrantes em harmonia com o tema do concurso, que presta homenagem ao que é criado e faz parte da cultura da Colômbia.

ANDRÉ SAMPAIO – um cara que sabe tirar da mente ideias que viram roupas a partir de técnicas legíveis de boa costura. Desfile alinhado com a nova moda mundial e repleto de repescagens de itens intrinsecamente femininos.

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ALMERINDA MARIA – A rainha da construção de roupas incríveis a partir do trabalho desenvolvidos com a renda renascença e que fazem do handmade o melhor de todos “os luxos”. Modelagens que respeitam as possibilidades de mobilidade e, especialmente, a feminilidade. A utilização de técnicas de naked dress deixou um pouco do conceito anterior de lado e acabou por popularizar o visual da marca, mas não a fez perder o vigor visto em seu desfile de 2015 no DFB. A aplicabilidade de outros materiais como o linho, organza e guipir deram leveza e sobriedade na medida certa aos looks.

JEFERSON RIBEIRO – Fica claro que Jeferson é um estudioso no quesito mulher. Independentemente de qualquer análise sobre modelagens femininas, o estilista busca criar algo novo. Algo que fuja do comum e que faça as mulheres entenderem a moda pelo viés da necessidade de estar bem consigo mesma. A mistura de temas, histórias, cores, etnias o fez montar uma coleção forte, intensa e marcante. Uma nova mulher vem se moldando com o passar dos anos e é muito bom saber que essas “novas mulheres” poderão contar com os looks de Jeferson Ribeiro para garantir a liberdade de se vestir sem culpa e sem restrições, mas com a sensualidade na medida certa.

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LINDEBERGUE FERNANDES – Ele veio para o primeiro dia por acidente, mas não perdeu em nada com a novidade de encerrar a primeira noite de desfiles do DFB 2016. Lili, como é conhecido, tocou fundo no coração do público. Já é fato que seu trabalho emociona, toca, mexe intensamente e sabiamente com as pessoas. Até ousaria dizer que Lindebergue entende perfeitamente a cabeça de quem o vê.

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É como um autor de uma bela canção que ao ser tocada mexe com o íntimo de quem a ouve e faz refletir, recordar e causar inquietações. Um estilista com dom pouco visto. Lindebergue emociona, toca na ferida, remexe e resgata emoções com suas roupas. Ousaria mais uma vez ao dizer que o entendimento dele sobre moda está acima da média e se compara a nomes como os “Christian’s” Louboutin, Lacroix e Dior. O mais intenso desfile/manifesto/nostálgico dos últimos tempos no Dragão Fashion.




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