Fotógrafos brasilienses que você precisa conhecer

Muitos nomes estão no mercado, mas esses merecem todo o respeito pelos trabalhos que desenvolvem, vejam e admirem

Por Vanilson Coimbra – De São Paulo

DESTAQUE_FOTOGRAFOS BSB

Há tempos a fotografia deixou de ser apenas um registro de memória para chegar ao patamar de formadora de status. Além do cunho comercial, existem em Brasília, fotógrafos que elevam ainda mais os seus trabalhos ao senso artístico e ganham espaço não só no cenário regional, como também além das fronteiras geográficas.

Se você, leitor, ainda está nessa de tirar fotos na frente do espelho, aceite o convite para conhecer quatro talentos da fotografia, os quais eu aprendi a admirar, estudar e que me emocionam.

João P. Teles – joaopteles.com.br

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Um sujeito franzino, tímido, de voz mansa e sorriso marcante esconde uma potência da fotografia. Se vira nos 30 para viver de fotografia em uma capital que vive de política, funcionalismo público e outras tantas prioridades. A sua visão inovadora, quebra regras de composição e já vira referências para muitos fotógrafos profissionais, causando um certo  terror nas escolas de fotografia tradicionais que se alimentam de regras e fazem isso virar produto de vendas de cursos e tutoriais. O João é para mim, na fotografia brasiliense, a personificação da célebre frase do fotógrafo Ansel Adams que disse “Não há regras de boas fotografias, existem apenas boas fotografia”.

Bruno Stuckert – bstuckert.com

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Recentemente, eu estava aqui em São Paulo com amigos, entre taças de vinhos e boa conversa um deles saca o celular e começa a me mostrar as fotos do seu álbum de casamento. Precisei respirar fundo para me recompor do arrepio de imagens que pareciam um poema e me fizeram lembrar o artigo que eu escrevi para esse site, alguns meses atrás (“Procuram-se fotos que arrepiem”). As imagens eram simples, mas com uma força emocional que a situação exigia.

Bruno Stuckert vem de uma família de fotógrafos, mas talento não se herda simplesmente. Se um por lado abre portas, para se manter no mercado, é preciso se reinventar, principalmente em um segmento como na fotografia de casamentos. Eu o conheci no início da sua caminhada fotográfica, mas confesso que não me lembrava da sua fotografia. Depois, eu esbarrei pelas redes sociais, com uma linda imagem de uma noiva, no meio do cerrado seco e com um céu azul de tirar o fôlego e pensei: esse cara está no caminho certo. A fotografia de casamento é algo maçante e clichê, eu admiro quem consegue fazer arte e driblar anseios, status e elevar esse segmento um nível acima.

Zuleika Souza

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O seu sobrenome é Correio Braziliense, nascida em Brasília, justifica o seu olhar sensível sobre a cidade. A terra vermelha, o céu azul marcante, os muros coloridos do entorno e até um muro cheio de cacos de vidro viram representações sublimes nos registros da fotógrafa. Muitas dessas imagens deram luz, recentemente, a  um projeto que se transformou na mostra fotográfica “Chão de Flores”, que revelou oito anos de registros. A notícia triste é que a exposição já acabou, resta esperar uma próxima edição. Por enquanto, a dica é acompanhá-la nas redes sociais, de olhos nas tags #nasuperquadra e #foradoplano.

Kazuo Okubo – acasadaluzvermelha.com.br

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Eu já revelei muitos filmes no Okubo Photo Studio do centro de Taguatinga, foi lá que conheci o Kazuo, que hoje é, reconhecidamente, uma das mais importantes referências da fotografia de Brasília. Galerista e com um notável trabalho de nu, é comumente encontrado em feiras de mostras de fotografias no Brasil e exterior. Kazuo mantém um espaço que já virou ícone na cidade, um misto de galeria, escola, ponto de encontro para quem admira a fotografia como arte. Para os interessados, a Casa da Luz Vermelha fica dentro do clube da Associação dos Servidores do Banco Central (Asbac) e é destinado a divulgar e vender trabalhos autorais do fotógrafo e de outros talentos.




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