IESB Fashion desconstrói formas e traz novas histórias

Desfiles de alunos de vários períodos do curso de Design de Moda dão formas aos e mostram o quão a moda brasiliense tem futuro 

Fotos: Mateus Rosa/Divulgação

O Centro Universitário de Brasília (IESB), é a única universidade da capital a oferecer o curso de Design de Moda e para encerrar o semestre como a moda pede, realizou uma série de desfiles dos alunos para que o público pudesse prever o que vem pela moda da cidade nos próximos years of fashion.

Satisfação em ver criatividade e buscas por métodos para fazer moda conduziram boa parte dos aplausos. Tecidos tradicionais, antigos e até inovadores em modelos da Mega Models Brasília, riscaram a passarela  do IESB Fashion Show. Modelagens experimentais, recortes pouco usuais e pesquisa também estavam lá, em maior proporção à ação contrária. 

Apresentar desfiles de alunos egressos que estão no mercado, seja pela criatividade, seja pelo tino nos negócios foi a cereja do bolo da noite. Foi nesse bloco que se viu a evolução, viu-se também como é importante definir um perfil firme e o tal DNA para o incremento de uma marca no meio empresarial. 

Flávia Camões, da Notorious tem um sport/street/fancy bem definido e se deve a experiência adquirida em estudos na Itália. A coleção é forte com vermelho, preto e branco como cartela e firme nas modelagens atuais com surpresas como mangas, capuzes e pregas em tecidos como malha de algodão e telas.

Em seguida, Taiana Miotto mostrou flores, mulheres rockers e nítida inserção de urbanidade. Vestidos longos exaltaram cultura, segundo ela, com estampas inspiradas na arte do graffiti e se misturou com flores 3D aplicadas em meias arrastão e em partes dos vestidos.

 

Fechando com uma certa estúrdia veio Bernardo Rostand, que prima pelo trabalho manual em bordados em cristais e mosaicos arquitetônicos. A plateia usava palavras enfeitadas de adjetivos para contar sobre suas surpresas. Rostand, a marca é de um primor técnico pouco visto e aquela estética europeia dos detalhes, do “belo ao olhar”. São roupas-arte. E ao saber que foi tudo bordadinho à mão? A surpresa aumenta no óbvio de aliterações, como surreal, legal, e até fenomenal.

Foram muitos looks, muitos mesmo, pra mais de 100. Serviu  para se fazer perceber quão o perfil educacional mudou desde as primeiras turmas formadas pelo curso. Anotei alguns que nos chamaram atenção, são eles: Brenda Araújo (Coleção Vilarejo), Camila Helen (Coleção Slowando), Carolina Assunção (Coleção Coragem Diadorim), Daniel Farias (Coleção A1 B Boy), Manuela Lima (Coleção Blackout), Lavínia Falcão (Coleção Essence), Philipe Ferreira (Coleção Amaranto), Daniele Costa (Coleção Prelúdio).

Agora é esperar ver toda essa moda por aí, pois como diz o expert Jackson Araújo: “Roupa só é moda se vender. E moda é o resultado do que se vende.” E a ansiedade me faz pedir que seja tão logo quanto rápido. 




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