“Jackie” é comovente, traz reflexão e honra história

Filme conta os dias que sucederam ao assassinato de John F. Kennedy, pela substancial visão da primeira-dama Jacqueline Kennedy

Fotos filme: Divulgação Fotos sociais: Cristiano Sérgio/Fotoforum 

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Não lembrava como é importante ir ao cinema sem grandes expectativas. Hoje é muito fácil ir a uma pré-estreia após stalkear diversos sites e conferir as críticas. A convite do ParkShopping segui para assistir a pré-estreia de “Jackie”. Fui cego, apenas com as imagens e histórias vividas anos atrás em um seminário de faculdade sobre o mito Jacqueline Kennedy Onassis. A visão biográfica nos persegue e, erroneamente pensamos sobre detalhes de alguns fatos que narram a vida de personas como a desta primeira-dama estadunidense.

A senhora Kennedy não foi apenas uma mulher que reformou a Casa Branca, não se tratava simplesmente de uma figura icônica para moda, ela adorava comprar roupas, inclusive vale reafirmar que o conhecido terninho rosa que ela usava em 22 de novembro de 1963, quando se deu a morte de seu amor, Presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, e que ela escolheu permanecer vestida, até durante a posse do substituto de seu marido, era uma criação da Maison Chanel. No filme isso é evidente.

Entre quadros com ótimos closes de seu rosto, representado pela imagem da linda e expressiva de Natalie Portman (indicada ao Oscar pela atuação), a primeira-dama tem a trajetória de quatro dias que se seguiram após o bárbaro assassinato, que foi mostrado à exaustão em todas as partes do mundo no século passado.

JACKIE (2)

Dirigida pelo chileno Pablo Larraín, a película apresenta os fatos a partir do ponto de vista dos sentimentos da personagem, o que revela o quão é instigante a relação do poder com o estilo de vida que é adotado ao assumir um “cargo”, como o de uma primeira-dama. “Jackie” é comovente. Há quem se entristeça, mas a reflexão de um fato relevante que ocorreu há muitos anos serve mais para apreciação, que para lágrimas. O trauma vivido é intempestivo, mas Jacqueline consegue (sempre com os olhos marejados) manter-se sem tempestades. Na verdade, faz lembrar algo que se faz presente de maneira mais evidente na atualidade, uma possível bipolaridade. Há exaltação, decisões e mudanças e muita frustração, mas sem que o futuro seja o alvo do texto.

Em uma entrevista que entrelaça os acontecimentos com imagens reais e montagens no roteiro Jackie confessa erros, se mostra sincera, mas exige que boa parte do que ali foi “desabafado” não chegue ao conhecimento do público. Por outro lado, a personagem aparece frágil e preocupada com que virá a partir daquele momento ao conversar com um padre conselheiro, vivido por John Hurt. Esse contexto pode parecer irritante pela excessiva repetição, mas Camelot tem razão em existir.

Não é um filme com efeitos especiais, o que há de mais especial é o entendimento acerca de como uma mulher pode ser pilar em qualquer situação em que se encontre.

Noite para Jackie

E a avant-première foi estrelada não apenas por Natalie Portman. O evento reuniu um público seleto de cerca de 100 convidados de Isadora Campos. As salas Kinoplex Platinum do ParkShopping contaram ainda com o som do grupo do músico Davi Ramiro. Ao sair, o público foi presenteado com fotos de recordação que foram feitas e impressas in loco pela Kapital Fotografia.

Veja o trailer e se inspire para assistir.

Ficha Técnica

Título: Jackie (Original)
Ano: 2016
Direção: Pablo Larraín
Roteiro: Noah Oppenheim
Elenco: Natalie Portman, Peter Sarsgaard, Greta Gerwig, Billy Crudup, John Hurt, Richard E. Grant, John Carroll Lynch, Beth Grant, Jack Valenti, Caspar Phillipson
Produção: Juan de Dios Larraín, Darren Aronofsky, Mickey Liddell, Scott Franklin, Ari Handel
Estreia: 9 de Fevereiro de 2017
Duração: 1h40m
Gênero: Drama
Origem: Estados Unidos
Classificação Indicativa: recomendado para maiores de 12 anos.




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