Por Pinto Música e Rogue Wave: Moda africana em Brasília

Estilistas de Moçambique e Angola fazem desfiles dentro do Festival Latinidades e fazem sucesso na capital com ankaras e capulanas

Fotos: BrothBlack e Isabela Alves/Divulgação

31/07/17

Um formato diferente de apresentar moda pode ser conferido dentro do Festival Latinidades, que nesta edição ganhou o Complexo Cultural da República. Estilistas da Angola e de Moçambique desembarcaram em Brasília para apresentar uma moda autoral e com traços de internacionalização bem evidentes. O estilista moçambicano Pinto Música e a marca angolana Rogue Wave atendem clientes de perfis e necessidades diferentes, mas se igualam no quesito originalidade e no fator cultural.

Alguns looks apresentados no desfile trazem o peso da tradicional cultura africana, e se misturam com trends de grandes centros da moda mundial. Pinto Música é um dos nomes mais fortes quando o assunto é roupa de festa e para cerimônias.

Vestidos de noivas e trajes para noivos estão em suas araras e atendem do mais tradicional ao moderno e ousado cliente. Rocupas com recortes, amplitude de anáguas e corpos ‘seduzentes’ de mulheres africanas, que são curvilíneas por natureza foram mostrados ao som da cantora Zav, uma artista que explora as raízes africanas e contempla uma mistura de descobertas ao fator da novidade. Zav é sucesso por falar sem pudor sobre liberdade e expressar suas opiniões resgatando o sonho  de seu público com gritos de fé e coragem. Já para os homens, Pinto trouxe casacas retas com  modelagens que estão entre o clássico e o streetwear.

A marca Rogue Wave foi uma grande surpresa por ter um nome que traz ao pensamento algo voltado para uma moda de rua, mas o que se vê é uma mulher extremamente feminina e com traços de arquitetura modal na maioria das peças. O homem da marca é charmoso, sofisticado e alinhado.

A coleção é para uma mulher trabalhadora que se sente bem em sua pele e não tem problema em se mostrar.

O mais interessante é que as duas marcas bebem da mesma água no que se refere ao uso de estamparia. Por Pinto em capulana e com ankara, pela Rogue Wave, os tecidos identificam facilmente a riqueza das cores africanas em ambas as coleções.

A moda africana se faz sexy, versátil e usual em diversos aspectos. Na capacidade de interpretar as novidades dentro de uma cultura tão invadida durante centenas de anos e na tradição, que invariavelmente, sofre com a modernidade. 

Em Brasília, com o suporte do Festival Latinidades e da Black Fashion Model – agência de modelos brasiliense focada em descobrir talentos negros -, a moda africana se fez sucesso e despertou curiosidade. Já queremos ver mais!

 




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