Realidade disfarçada em ato surreal ou a dualidade de Viktor e Rolf

Desfile dos exuberantes estilistas em Paris trouxe reflexão óbvia com alta tecnologia e traços de ecologia, arte e diversidade

Fotos: Divulgação

05/07/17

Gosto de trabalhos que elevam o pensamento à reflexão. Tenho a dizer que por mais grotesco, artístico ou provocante, alguns desfiles têm muito a dizer. A ação dos estilistas/parceiros Viktor Horsting e Rolf Snoeren na Paris Fashion Week fará muitas “cabeças” refletirem (ou pelo menos deveria). Com cabelos diversos e coloridos, e às vezes até sem cabelos, os “Viktor & Rolf Mascots” chamaram os olhares pra si e mostraram que dentro da moda há arte e nesse mix, há preocupação. Os looks com cabeças enormes apresentados são o que podemos chamar de atuação eco-consciente.

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Roupas plissadas, acolchoadas, amplas, infladas, volumosas e com contexto de patchwork trazem a ideia de que mesmo separados, quando unidos, há resultado. Os personagens representam nações, estilos, orientações e diversidade. Passaram pela passarela os bonecos e em seguida voltaram os looks. Os mesmo, mas com pontos fortes de desconstrução, como se mostrassem outra forma de ser e de fazer estilo, ou seja, liberdade.

Nesse retorno as atenções se viraram para o que seria outro ponto forte da coleção: a utilização de alta tecnologia, os Viktor e Rolf são extravagantes, beiram o absurdo inteligente, mas tudo se faz enorme nas mãos deles, chega perto do que temos de tradição artesanal no Brasil (guardadas as devidas proporções, claro!). Esse desfile é como se a curiosidade se “repintasse” em realidade.

 




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